Dia dos Idosos: Qualidade de vida por toda a vida

O Dia Internacional dos Idosos, comemorado no dia 1º de outubro, foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1991 para sensibilizar a população sobre as questões que afetam a população idosa. Além disso, a data serve para conscientizar sobre direitos e desafios dessas pessoas.
No Brasil, a data foi reconhecida no ano de 2006 pela lei nº. 11.433 para valorizar a pessoa idosa na sociedade. Esse reconhecimento se mostra cada vez mais necessário, uma vez que a população idosa no Brasil aumenta a cada dia – de acordo com o Censo 2022, 15,8% da população está acima dos 60 anos.
O envelhecimento da população evidencia os cuidados que devem ser aplicados à chamada “melhor idade”. A realização de exames de rotina, a adaptação de ambientes, o cuidado com a saúde mental, a alimentação de qualidade, a prática de atividades físicas adaptadas e o lazer são necessários para garantir uma qualidade de vida para as pessoas idosas.
Além dos cuidados com a saúde e bem-estar, é fundamental garantir e promover os direitos das pessoas idosas. No Brasil, esse público conta com garantias legais como o voto facultativo a partir dos 70 anos, isenção no Imposto de Renda, aposentadoria, acesso ao Benefício de Prestação Continuada mediante comprovação de baixa renda familiar, e gratuidade no transporte público a partir dos 65 anos. Esses direitos são instrumentos essenciais para assegurar dignidade, autonomia e inclusão social.
No entanto, mesmo com esse arcabouço legal, a população idosa ainda enfrenta altos níveis de vulnerabilidade. Em 2024, mais de 123 mil denúncias de violência contra pessoas com 60 anos ou mais foram registradas, evidenciando a urgência de ações efetivas de proteção. Além disso, muitos idosos são alvo de golpes financeiros, como fraudes envolvendo aposentadorias e sequestros simulados, o que reforça a necessidade de conscientização e vigilância constante por parte da sociedade.
Toda a sociedade possui participação ativa no cuidado com as pessoas idosas: Os cidadãos, as instituições e as leis. A vulnerabilidade física e social dos idosos pode ser amparada pelas mais diversificadas redes de apoio, que podem incluir seus familiares, sua comunidade e/ou o auxílio das casas de repouso. Com isso, o voluntariado empresarial pode atuar em diversas frentes para amparar esses indivíduos.
Como o voluntariado pode contribuir?
Uma vida digna é um direito fundamental e um pilar para a construção de uma cidadania ativa e saudável. Nesse contexto, o voluntariado desempenha um papel estratégico na promoção dos direitos das pessoas idosas, por meio de ações que estimulam o cuidado, a inclusão e o bem-estar.
As iniciativas podem ser diversas e adaptadas às necessidades locais, como:
- Aulas de informática básica e uso de smartphones para idosos, promovendo autonomia digital e inclusão tecnológica;
- Rodas de conversa com advogados especializados em advocacia familiar e/ou direito das pessoas idosas, ampliando o acesso à informação e à proteção jurídica;
- Campanhas de arrecadação de roupas, alimentos e kits de higiene para instituições focadas em idosos em vulnerabilidade social;
- Palestras educativas sobre saúde da pessoa idosa, em parceria com Unidades de Saúde Básica (UBS), abordando temas como promoção da saúde, nutrição e saúde mental;
- Dias de cuidado em casas de repouso, com atividades físicas adaptadas, serviços de estética como corte de cabelo e cuidados com as unhas, promovendo autoestima e bem-estar.
- Rodas de leitura, que estimulam a memória, o diálogo e o prazer pela literatura;
- Almoços dançantes, que fortalecem vínculos afetivos e promovem momentos de lazer e descontração;
- Oficinas de artesanato, incentivando a criatividade e a coordenação motora.

