‘Esticador de Horizontes’: um projeto em expansão na Rede Voluntária Vale

Idealizado pela Rede Voluntária Vale e pelo Instituto Cultural Vale em abril de 2021 com o propósito de proporcionar uma experiência lúdica, afetiva e de novas aprendizagens, o projeto “Esticador de Horizontes” está se expandindo. Neste ano, dois comitês regionais estão estreando: o Comitê Carajás e o Comitê Brumadinho.

O público para o qual o “Esticador de Horizontes” se destina são crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social localizados nos seis estados onde a Vale atua. O projeto consiste em visitação e participação na programação oferecida por ativos Vale e por equipamentos culturais Vale.

As estreias de 2024

No dia 29 de maio, voluntários do Comitê Portos Sul realizaram uma visita ao Museu do Amanhã para a exposição “Sentir Mundo, uma jornada imersiva”, uma versão reduzida de Odisseia Sensorial, aclamada em Paris e Singapura. A mostra aguça os sentidos dos visitantes, aproximando-os do mundo natural na perspectiva de outras espécies. A ação contou com a participação de 35 pessoas, contemplando os alunos do Colégio Estadual Professora Maria Izabel do Couto Brandão, do bairro de Coroa Grande, em Itaguaí.

Já no dia 9 de setembro, os voluntários do Comitê Carajás, em Parauapebas, tiveram a oportunidade de levar 35 crianças de 7 a 14 anos da Escola Municipal Antonio Vilhena, que fica na comunidade do Cedere 1, para visitar a Exposição Cultural “Fruturos” – Tempos amazônicos no Centro Cultural Parauapebas. A mostra ressalta a importância da diversidade de povos, línguas e culturas da maior floresta tropical do planeta. Para a voluntária do Comitê Carajás Ana Portela, foi uma experiência muito rica.

“Nós sempre procuramos fazer ações sociais, mesmo as educativas como o “Esticador de Horizontes”, nas cinco comunidades mais vulneráveis socialmente aqui na região, mapeadas pela profissional de Relação com Comunidades da Vale. Como comitê, atuamos sempre dentro dessas comunidades e nos povoados em torno de Parauapebas. Acordamos com a escola em priorizarmos os alunos que moram em locais de difícil acesso, na mata.  Queríamos atender esse público, porque quem está aqui na cidade pode ir à exposição a qualquer hora”, disse Ana.

O trajeto feito entre a Escola Municipal Antonio Vilhena e o Centro Cultural de Parauapebas tem cerca de 24 quilômetros. Para esse deslocamento foi utilizado um ônibus providenciado pela escola:

“Eles amaram muito, divertiram-se desde a viagem. Chegamos lá às 9h, e ficamos a manhã toda. Éramos quatro adultos no ônibus, mas no Centro Cultural tivemos a ajuda de mais duas pessoas, os educadores. Tenho certeza de que foi um dia inesquecível para eles”, contou Ana.

Outro comitê regional que está estreando no “Esticador de Horizontes” é o Comitê Brumadinho. A visita ao Museu Inhotim está prevista para o dia 25 de outubro e contará com a participação de 60 pessoas da APAE de Sarzedo. Tudo está sendo organizado para garantir a acessibilidade dos visitantes e proporcionar a todos um passeio inesquecível.

Já o Comitê São Luís, que no ano passado levou crianças escoteiras ao Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), este ano proporcionou a 22 alunos do Curso de Eletromecânica do Senai de São Luís a oportunidade de descobrir um pouco sobre a história das 500 línguas indígenas brasileiras. No dia 6 de setembro, eles foram recebidos no CCVM para verem a exposição “Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação, sobre línguas indígenas do Brasil” em mais uma edição do “Esticador de Horizontes”.

A escolha da instituição beneficiada, o Senai, foi feita pelo Comitê São Luís tendo em vista o foco da iniciativa, que é alcançar pessoas em situação de vulnerabilidade social. A coordenação do curso sinalizou que muitos alunos desse curso às vezes faltam porque não têm nem dinheiro para passagem. A voluntária Eliane Barbosa Dias, técnica de processos da Ponta da Madeira, contou que a visita foi um sucesso.

“Nenhum aluno conhecia o Centro Cultural, justamente porque fica distante da casa deles. Fizemos um mergulho na história das línguas dos povos indígenas, e tudo foi uma descoberta para todos nós. E participamos intrinsecamente, porque tivemos chance de tirar fotos, de ouvir explicações em audios. Todos ficaram encantados pelo espaço, e dava para perceber que estavam inteiros ali, interessados realmente por aquilo que estavam ouvindo, vendo e aprendendo. Pretendemos fazer de novo, no ano que vem”, disse Eliane.