Outubro e Outubrinho Rosa: Conscientizar é Prevenir
A prevenção e o combate ao câncer de mama são amplamente conhecidos a partir da realização da campanha Outubro Rosa. Palestras de conscientização, realização de exames de mamografia por consultórios itinerantes e o uso da cor rosa na iluminação de prédios e pontos turísticos são algumas das medidas usadas para a disseminação da campanha.
Toda essa movimentação se justifica pelos números: o câncer de mama é o principal tipo de câncer a atingir pessoas com útero no Brasil, com estimativa de 73 mil novos casos para 2025. Também é o câncer que mais mata pessoas com útero no País, com 20 mil mortes ocorridas em 2023. As maiores taxas de mortalidade estão no Sul e no Sudeste.
O câncer de mama é caracterizado em estágios de gravidade que vão de 0 a IV. Na última fase, o câncer já pode ser encontrado em outras partes do corpo – o que também é conhecido como metástase. Os órgãos mais comuns de metástase são o fígado, os ossos e o pulmão.
Além das iniciativas destacadas pela campanha Outubro Rosa, também pode ser feita a realização do autoexame para detectar alterações ou anormalidades nas mamas.
Outubrinho Rosa
A lei 13.733 de 2018 institui o Outubro Rosa em território nacional. Em 2024, a lei ganhou alterações através da lei nº 15.009 para tratar sobre as atividades do Outubrinho Rosa, que promove a prevenção do câncer de mama e do HPV para pessoas com útero até os 15 anos de idade.
O Papiloma Vírus Humano (HPV) é um vírus que causa uma infecção sexualmente transmissível (IST). Essa infecção pode causar verrugas genitais e, em alguns casos, se relacionar a tumores malignos de colo de útero, ânus, boca e garganta. O vírus pode ficar latente (sem sintomas) de meses a anos, podendo se manifestar de 2 meses a 20 anos da infecção. O diagnóstico do HPV é feito a partir de exames clínicos e laboratoriais; e a prevenção é realizada a partir da vacinação.
Prevenção
O autoexame pode ser realizado em casa como medida preventiva inicial, preferencialmente após o período menstrual. Além de perceber nódulos, também é importante notar se há alterações no formato da mama e/ou do mamilo, retração da pele dos seios ou saída de secreção das mamas.
Devemos lembrar que o autoexame é um pré-diagnóstico, portanto, sua realização não substitui a importância da mamografia. Por ser um exame de imagem, a mamografia detecta com eficácia a existência de alterações nas mamas. A realização periódica da mamografia e a frequência de consultas ginecológicas, oferecidas pelo Sistema Único de Saúde, são meios de acompanhar o funcionamento regular do corpo e mapear qualquer irregularidade.
O exame Papanicolau (também conhecido como Preventivo) é a principal forma de detectar alterações no colo do útero que podem evoluir para um câncer de colo de útero, comumente relacionado à infecção pelo HPV. A vacina contra o HPV também é um método preventivo confiável e eficaz.
Tratamento
Tanto o câncer de mama quanto o HPV têm tratamento médico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A importância da prevenção e do diagnóstico precoce – consultas regulares ao ginecologista, realização periódica da mamografia e vacinação ofertada pelo SUS no caso da HPV – são essenciais para a eficácia e sucesso do tratamento. Além de alimentação saudável e atividade física podem reduzir o seu risco de ter a doença.
O tratamento de câncer de mama segue as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDT) em oncologia para orientar os melhores tratamentos. Já o tratamento do HPV consiste em destruição das lesões para tratar as verrugas e tratamentos químicos e estimuladores da imunidade para combater o vírus.
Como o Voluntariado pode contribuir?
O conhecimento sobre a prevenção e o tratamento para o câncer de mama e o HPV pode contribuir para uma maior qualidade de vida através de uma rede de informações e atendimento. O voluntariado empresarial pode somar esforços para tornar ainda mais amplo esse conhecimento.
O Voluntariado pode contribuir através da mobilização de ações coletivas de conscientização junto às Secretarias Municipais de Saúde e escolas da rede pública de ensino de suas áreas de atuação, como:
- Rodas de conversa em escolas com médicos voluntários sobre câncer de mama e HPV;
- Divulgação de ações realizadas pelas Secretarias Municipais de Saúde, como mamógrafo móvel;
- Oficinas de autocuidado em organizações não-governamentais (ONGs) com público-alvo de mulheres;
- Doação de lenços e turbantes para hospitais com pacientes oncológicos;
- Campanhas informativas sobrea importância da vacinação contra HPV para o público-alvo: meninos e meninas de 9 a 14 anos;
- Uso correto da camisinha masculina e feminina.

